O processo de criação se desenvolveu a partir da tentativa de relacionar a linguagem pedagógica pesquisada à linguagem arquitetônica. Essa “formalidade” existente no método tradicional foi trazida ao desenho por planos, retas, formas geométricas puras, elementos prismáticos, e certa rigidez. Contudo, o método construtivista permitiu a entrada do lúdico ao projeto, tentando proporcionar à criança uma identificação com o local. Essa se daria pelas cores, cubos adicionados à fachada, aberturas que permitissem um jogo de luz e sombra no ambiente interno, e tudo que de uma certa maneira despertasse na criança a vontade de brincar com edifício onde estuda. Formas que despertam a curiosidade e a vontade de interação com o meio.
No momento da criação foram consultadas obras de referência que elucidaram os elementos dos métodos pedagógicos já mencionados. No Pavilhão de Barcelona, projeto de Mies Van der Rohe, a “limpeza” no desenho, o traço reto e formas puras servem como diretriz para o projeto da creche. Nos projetos do Museu do Cais Branly e no Centro de Convenções e de Cultura de Luzern (KKL), ambos de Jean Nouvel, encontram-se as cores, a “brincadeira” com a disposição dos cubos na fachada e uma linguagem que permite à creche a liberdade necessária para se aproximar do universo lúdico.
Relações de alturas, planos fechados e planos vazados, texturas (superfícies lisas e superfícies com relevos) provocam contrastes que instigam a atenção e o desenvolvimento da criança.


